Entrevista con los grafiteros que dibujaran el mural 

O tema foi proposto pela faculdade ou partiu de uma ideia de vocês?

A ideia de fazer um mural sobre o “Auto da barca do inferno” me veio a mente anos atrás quando reli esse texto, pois o livro em si é altamente imagético e na época procurava temas interessantes para pintar na rua. Foi aí que surgiu o “Graffiteratura”, um projeto que visa a fusão das duas linguagens , graffiti e literatura como meio expressivo. Tentamos inscrevê-lo em alguns editais públicos voltado para arte mas sempre batemos na trave, e só agora esse ano iniciamos o Graffiteratura com o mural aí na Unifesp.

Nossa ideia é de pintar outros painéis baseados nas grandes obras literárias, e apesar de iniciarmos com um escritor português, queremos focar também nos autores brasileiros, nos consagrados e nos escritores contemporâneos inclusive em obras de autores independentes, sobretudo na periferia de São Paulo onde a produção é riquíssima, e também é nossa casa.

Como foi o processo de trabalho? Quantos dias vocês levaram, quanto material gastaram? 

O processo inicial foi a construção do croqui para a participação no edital da Unifesp, e pra isso consultamos mais uma vez o livro para não nos escapar os detalhes de cada personagem, como roupas e objetos que os compõe. Finalizamos o croqui um dia antes do fechamento do edital e ficamos realmente animados em termos ganho no processo de votação do concurso. Levamos cerca de 20 dias, ou algo em torno disso, e gastamos muitos litros de tinta, não sabemos calcular com exatidão.

Cada vez mais o grafite adentra outros locais que não somente a rua e cada vez mais e’ valorizado por quem antes desconhecia o trabalho de vocês. Como você vê isso, positivamente, negativamente? Será que com essa ampla aceitação o grafite não perde um pouco do status contestador e provocador  que tinha ao surgir?

Dependendo da proposta do artista o graffiti não perde seu lado contestador se está dentro de espaços privados, é possível fazer um trabalho com alto poder de impacto mesmo pintando em galerias, o Banksy, por exemplo, faz isso muito bem.  Mas é claro que a atmosfera da rua é o complemento para o graffiti, só na rua se acha as estruturas ideais pra pintar, além do alcance da obra ser bem maior, já que o graffiti surge nos pontos do cotidiano das pessoas, ninguém precisa se deslocar para a galeria para ver, ele está lá, nos muros antes cinzas que compunham a paisagem no trajeto para o trabalho ou lazer.

Não vemos problema algum em ter um trabalho nosso nas paredes das galerias, vemos como mais um espaço para ser ocupado.

Para terminar, você poderia nos dizer em linhas gerais como se deu o seu contato com o grafite e como você fez dele uma profissão e se você tem alguma dica para quem gosta de grafite e pretende se profissionalizar?

Desde criança já admirava os pixos que via no centro de São Paulo, ficava imaginado como eles conseguiam fazer aquilo. No inicio dos anos 2000 me aventurei pelas ruas do bairro para pintar, e já na primeira vez levamos um enquadro dos ‘homi’ que não foi nada agradável, nesse dia aí decidimos que não pararíamos mais. 

A dica pra geral que quer fazer graffiti é a mesma pra quem quer desenvolver qualquer outro trampo artístico, seja no teatro, na dança ou na música, o que precisa ter mesmo é persistência, por que fácil não vai ser. Nunca foi. 

Beto, Grego, Frenesi.

Abs.

Observación: la entrevista fue contestada por Beto Silva, pero habla en nombre de todos.

Para conocer má s de sus trabajos accedan:

http://www.pikore.com/betosilva1981

https://www.instagram.com/gregonebr/?hl=pt

https://www.instagram.com/frenesi_art/

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